Os desafios do transporte coletivo em 2021

Por dezembro 15, 2020Blog, Capa
Setor propõe que o reequilíbrio das contas para o financiamento do transporte coletivo tenha ainda como base recursos extra tarifários

Foto: Izaac Lopes

Setor propõe que a arrecadação de receita seja feita pelo custo de operação e que o reequilíbrio das contas para o financiamento do transporte coletivo tenha ainda como base recursos extra tarifários

Assim como outros setores da economia – que foram impactados financeiramente em decorrência do novo coronavírus -, o de transporte coletivo por ônibus também precisará ser reestruturado em 2021.

Em um cenário nacional, os prejuízos já somam mais de R$7,18 bilhões até outubro deste ano, segundo dados fornecidos pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Somente na região Metropolitana do Espírito Santo, os números da receita ultrapassam perdas de R$132,5 milhões – de março a setembro de 2020 -, com uma queda de 65% da receita normal, conforme calcula o sistema Transcol.

Contudo, a pandemia apenas agravou o quadro de desequilíbrio do ramo, que já enfrentava crise, por exemplo, devido à queda da demanda provocada pela concorrência com os aplicativos de transporte; a perda da velocidade dos ônibus causada pelo aumento dos congestionamentos no trânsito; e os elevados reajustes tarifários.  Juntos, esses fatores resultam da demissão em massa de funcionários e até mesmo no fechamento de empresas.

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Em uma matéria publicada em dezembro pelo periódico BBC News Brasil, especialistas discutem os desafios que o poder público enfrentará para garantir o direito básico do acesso ao transporte público de qualidade, na medida em altera as políticas públicas de mobilidade urbana, reequilibra os contratos com as empresas operadoras e ainda deve modificar os modelos de geração de receitas.

“Os ônibus hoje são financiados por passageiro transportado, com algumas exceções, caso de São Paulo e Brasília, em que o setor é em parte subsidiado pelo poder público”, destaca Otávio Cunha, presidente-executivo da NTU.

Cunha afirma também que a taxa de ocupação utilizada para o cálculo do preço das passagens deve ser modificada para a nova realidade. Com isso, a entidade propõe que a remuneração do setor seja feita pelo custo de operação, com a demanda a cargo do poder público; a desoneração da cadeia produtiva do transporte; que o governo arque com as gratuidades para idosos e estudantes; e que o financiamento do transporte coletivo possa contar com recursos extra tarifários.

Texto originalmente publicado pelo periódico BBC News Brasil, disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55081123. Acesse e leia a matéria completa.

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Comunicação GVBus

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