Coronavírus: contaminação em residências é maior do que em ônibus, diz pesquisa

O estudo feito pela USP aponta que as pessoas relaxam mais nos cuidados em casa

Dados coletados pela prefeitura de São Paulo e a Universidade de São Paulo (USP) dão conta que os paulistanos relaxam mais nos cuidados em casa 

O risco de contaminação pelo Covid-19 é maior em casas com mais de cinco moradores do que em transportes públicos. É o que revelou um estudo feito em parceria pela prefeitura de São Paulo e a Universidade de São Paulo (USP) no mês de agosto. As informações fazem parte da quarta fase do inquérito sorológico da capital paulista, foram coletadas em 3.217 residências e 472 unidades de saúde e divulgadas pelo site Diário do Transporte.

A pesquisa aponta que o contágio entre as famílias com cinco ou mais participantes é de 16%, enquanto para aqueles que declararam utilizar os coletivos a taxa ficou em 10,3%. Já para as pessoas que fazem uso de outros meios de transporte, as chances de pegarem o vírus está em 11,3%.

Tais dados, segundo o levantamento, podem ser justificados pela cautela. Nos transportes públicos, os paulistanos costumam utilizar máscaras e fazer uso freqüente do álcool em gel. Já nos domicílios, é comum relaxar nos cuidados.

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“Um dado importante que mostra a questão do uso do transporte coletivo pelas pessoas nos aponta que o fator principal do processo de contaminação é muito mais o da residência, da transmissão na família, do que eventualmente a transmissão de quem utilizou o transporte coletivo. Esse é um dado novo e foi possível a gente fazer a tabulação e compararmos com as outras três fases”, explica o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido

Outras estatísticas

O estudo mostrou ainda que 1,3 milhões (11%) das 12 milhões de pessoas que residem em São Paulo já foram contaminadas pelo novo coronavírus.

Em um comparativo com a faixa etária, o índice de contágio é maior entre paulistanos de 18 a 34 anos. Esse dado representa 13,1% da população da cidade.

Já em relação às raças e etnias, pretos e pardos ocupam a liderança com 15,1% – o dobro dos brancos (7,5%).

Quanto à classe social, o risco é maior na D/E (18,2%). Esse número é cerca de cinco vezes maior do que nas classes A/B (4,4%)

No que se refere à ocupação, quem está desempregado apresentou maiores chances de ser contaminado (18,1%). Para aqueles que trabalham em casa, o índice de contaminação é 4,4% e os que têm emprego fora, a prevalência é de 11,9%.

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